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Ceticismo dos eleitores aumenta apesar de indicadores econômicos positivos, afirma especialista

Estrategista digital de Bolsonaro em 2018 entra na campanha de Flávio — Foto: Es

Christopher Garman, diretor-executivo do grupo Eurasia, analisa que o ceticismo e o desalento dos eleitores aumentaram nas últimas eleições. Ele ressalta que muitos brasileiros acreditam que o "sistema está quebrado", o que se manifestou nas eleições anteriores, como a de Jair Bolsonaro em 2018 e a de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, ambas com plataformas antissistema.

O cenário para 2026, entretanto, é diferente. As principais forças políticas enfrentam desgaste perante a população. Pesquisas indicam que 52% dos entrevistados rejeitam votar em Lula e 46,1% não votariam em Flávio Bolsonaro. Além da rejeição, muitos brasileiros expressam pessimismo em relação ao presente e ao futuro do país.

De acordo com o Datafolha, 61% da população se sente desanimada e tem medo do futuro. Apesar de a renda real ter aumentado 19% nos últimos três anos e o desemprego estar em 5%, a maioria acredita que o Brasil está em uma trajetória errada e que perdeu poder de compra.

Além da economia, o pessimismo também abrange temas como corrupção e segurança, que se tornaram preocupações centrais. A corrupção é vista como a maior preocupação dos brasileiros, seguida pela criminalidade. Diante desse contexto, candidatos precisarão ajustar seus discursos e propostas ao cenário atual.

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