O Irã afirmou que seu embaixador no Líbano, Mohammad Reza Shibani, permanecerá em Beirute, desafiando a ordem do Ministério das Relações Exteriores do Líbano, que o declarou persona non grata e pediu sua saída. O status do enviado iraniano se tornou um ponto de tensão entre o Hezbollah e o governo libanês, especialmente com a guerra em curso na região.
Na semana anterior, o Ministério das Relações Exteriores do Líbano havia decidido retirar o credenciamento de Shibani, alegando que ele violou a convenção diplomática ao comentar sobre a política interna do país. Apesar disso, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, se opôs à decisão e pediu que o embaixador permanecesse.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou em coletiva de imprensa que Shibani continuaria seu trabalho em Beirute, sem mencionar qualquer resposta do governo libanês após o fim do prazo estipulado.
A situação no Líbano se agravou desde o início de março, quando o Hezbollah iniciou uma ofensiva em apoio ao Irã, resultando em uma retaliação israelense que causou mais de 1.200 mortes e deslocou mais de 1 milhão de pessoas no país.