Byanca Brasil vive um início avassalador na primeira participação das Cabulosas na Copa Libertadores Feminina. Em três partidas, a camisa 10 marcou quatro gols e assumiu a artilharia isolada do torneio, com média de 0,75 gol por jogo. O desempenho a coloca perto de repetir um feito raro na história do Cruzeiro: ser artilheira de uma competição continental.
A referência mais próxima é Palhinha, artilheiro da Libertadores de 1976, quando o Cruzeiro conquistou a Glória Eterna em sua primeira participação no torneio. Naquela campanha, Palhinha balançou as redes 13 vezes em 11 jogos. Byanca, que já ergueu a taça continental em duas oportunidades (pelo Corinthians/Audax, em 2017, e pelo Palmeiras, em 2022), ainda não foi artilheira do torneio.
O cartão de visitas na fase de grupos veio com um hat-trick na vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Após o jogo, a atacante comemorou. "Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria isso. Sabemos o ano difícil que estamos vivendo. Estou muito feliz de estar honrando essa camisa e voltar a marcar tantas vezes", declarou.
Com 68 gols, Byanca é a maior artilheira da história das Cabulosas. Agora, a equipe entra no mata-mata, em jogo único, contra o Libertad, após vencer o Olímpia por 3 a 0. A partida está marcada para este domingo (25).
A lista de artilheiros do Cruzeiro em competições continentais inclui Palhinha (1976, Libertadores, 13 gols), Charles (1991, Supercopa, 3 gols), Renato Gaúcho (1992, Supercopa, 7 gols), Ronaldo (1993, Supercopa, 8 gols), Dinei (1995, Copa Ouro, 2 gols), Marcelo Ramos (1995, Copa Master da Supercopa, 1 gol), Fábio Júnior (1998, Mercosul, 6 gols), Geovane (1998, Recopa, 2 gols), Marcelo Moreno (2008, Libertadores, 8 gols, ao lado de Cabañas), Thiago Ribeiro (2010, Libertadores, 8 gols) e Wallyson (2011, Libertadores, 7 gols, ao lado de Nanni).
Com informações otempo.com.br