Um balão de vapor de 312 toneladas foi içado ao topo da caldeira de recuperação da Arauco, empresa responsável pelo Projeto Sucuriú, em Inocência, no Mato Grosso do Sul. O equipamento chegou da China em março deste ano, após 45 dias de viagem marítima e 48 dias de transporte terrestre.
Como o peso equivale ao de cerca de 200 carros, o balão precisou ser erguido por dois guindastes, que o posicionaram a aproximadamente 90 metros de altura. A estrutura fica na maior caldeira do mundo em uma fábrica de celulose.
Apesar do nome, o balão não voa. Trata-se de um tanque cilíndrico cuja função é separar a água e o vapor presentes no gerador a partir do licor negro, subproduto do cozimento da madeira que é queimado para gerar calor.
O aquecimento ferve a água e produz o vapor. Nessa etapa, o balão, tratado como o "coração da fábrica", organiza o material antes de enviá-lo às turbinas, onde será transformado em energia elétrica.
A conclusão dos trabalhos está prevista para 2027. Com o equipamento, o Brasil poderá gerar mais de 400 megawatts e produzir mais de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.