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Lula promete regulação de big techs, PEC da Segurança e ensino integral em novo mandato

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos e, em pronunciamento na noite de domingo (25), em um hotel em São Paulo, após a confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou as prioridades de seu quarto mandato. Entre elas estão a regulação das grandes empresas de tecnologia, o combate à criminalidade, a educação pública e os investimentos em inovação. Ele afirmou que governará para toda a população, independentemente de posicionamentos políticos, e citou que precisa governar para 215 milhões de pessoas e para todas as cidades.

Na área digital, Lula defendeu regras para as big techs e afirmou que crimes no ambiente virtual devem ser tratados como os crimes da vida real. Criticou o poder econômico dessas empresas e questionou a atuação delas no processo eleitoral. A campanha petista apontou a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, como uma das empresas que deveriam ser investigadas quanto à distribuição de conteúdo político, incluindo a retirada do ar da conta de anúncios do presidente. A equipe também citou relatório da Secretaria Nacional de Comunicação do PT segundo o qual a página do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve mais engajamento que a de Lula, apesar de menos seguidores. As alegações foram apresentadas pela campanha e não constituem comprovação independente de interferência eleitoral.

Para a Segurança Pública, o presidente voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia a participação do governo federal no setor. Argumentou que os estados não conseguem enfrentar sozinhos a criminalidade e prometeu proteção aos trabalhadores e prisão para criminosos. Lula já havia prometido recriar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC. A proposta precisa tramitar no Congresso Nacional, onde o governo terá de negociar com parlamentares de diferentes correntes.

Na educação, Lula prometeu universalizar o ensino em tempo integral. Também mencionou a implantação de 15 unidades de terapia intensiva inteligentes no país e defendeu o uso de tecnologia para ampliar o atendimento, com a expectativa de que o Brasil se torne referência no tratamento de câncer. No Meio Ambiente, agradeceu à ex-ministra Marina Silva e ao ministro João Paulo Capobianco e afirmou que o desmatamento foi reduzido por quatro anos consecutivos, além de prometer ampliar o protagonismo brasileiro nas discussões climáticas internacionais.

O discurso combinou compromissos sociais com propostas de modernização econômica e tecnológica. Lula tentou afastar a ideia de um governo voltado apenas aos seus eleitores e defendeu acordos com o Congresso, apesar do avanço da oposição. A execução das medidas dependerá da apresentação de projetos, da disponibilidade de recursos e da negociação com deputados e senadores, especialmente para as mudanças legislativas.

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