O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve realizar na próxima semana a votação de uma resolução do Barein que visa proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A China, com poder de veto, manifestou sua oposição a qualquer autorização para uso da força. A reunião dos 15 membros do conselho foi adiada, inicialmente marcada para sexta-feira e remarcada para sábado, sem uma nova data definida.
O Barein, que preside atualmente o Conselho de Segurança, elaborou um esboço que permitiria o uso de 'todos os meios defensivos necessários' para garantir a navegação. O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, esperava que a votação ocorresse na sexta-feira, mas foi adiada. O país conta com o apoio de outros Estados árabes do Golfo e dos Estados Unidos em seus esforços para a resolução.
O esboço da resolução enfrentou resistência de países como China e Rússia. Para contornar as objeções, o Barein retirou uma referência à aplicação obrigatória. O texto final da resolução, que deve ser votado em breve, autoriza medidas por um período de pelo menos seis meses, até que o Conselho decida de outra forma.
A situação no Estreito de Ormuz se agravou após ataques dos EUA e Israel ao Irã, resultando em um conflito que impactou o tráfego marítimo. O enviado da China à ONU, Fu Cong, reiterou a oposição do país à autorização de uso da força durante os comentários ao Conselho de Segurança.