O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está prestes a encerrar duas questões importantes que se arrastam no Senado: o veto à dosimetria para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro e a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ambas as situações foram tratadas em negociações com membros do PL e do governo.
No que diz respeito à dosimetria, Alcolumbre recebeu a garantia de que a oposição não pressionaria pela instalação da CPMI do Banco Master, sendo o partido um dos autores do requerimento. A estratégia envolveu a votação de uma pauta única, que incluiu a dosimetria mas excluiu outros itens da agenda.
O senador Jorge Seif (PL-SC) se reuniu com Alcolumbre e fez um apelo, mencionando o caso de um prisioneiro idoso condenado a 14 anos de prisão. Seif solicitou que o presidente do Senado convocasse uma sessão para votar a proposta e, em seguida, encerrasse a discussão.
O senador obteve o apoio de 32 colegas, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para o requerimento que pedia a pauta única. Alcolumbre, então, anunciou a realização da sessão para o dia 30 de abril.
Essa data também marca a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mostrando uma tentativa de Alcolumbre de agradar tanto os bolsonaristas quanto outros setores políticos.
Além das pautas em questão, outras indicações relacionadas ao Judiciário foram avançadas, assim como a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, com previsão de discussão na reunião de líderes na próxima semana. A CPI do Crime Organizado, que avançou nas investigações sobre o Banco Master, também se encerrará em 14 de abril, sem prorrogação de trabalhos.
Com informações jota.info