O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou um "QG" de pré-campanha com o intuito de revisar sua estratégia, em resposta a cobranças de aliados que percebem uma falta de reação tanto do próprio petista quanto do governo em relação aos recentes números eleitorais negativos.
Em uma das últimas pesquisas do Instituto Datafolha, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, em um empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), que tem 35%. No segundo turno, Lula também enfrentaria uma disputa acirrada com o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado.
Interlocutores do presidente expressam preocupação com a atitude passiva de Lula, que não tem se manifestado diante das pesquisas e da crescente rejeição. O levantamento indicou que 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Aliados acreditam que a comunicação e a articulação política precisam de mais atenção, especialmente em relação à imagem do governo. A dificuldade em dissociar a imagem de Lula da administração atual é um ponto levantado como crucial para a campanha.
Enquanto isso, o PL de Flávio Bolsonaro tem conseguido estabelecer alianças em locais estratégicos, incluindo Minas Gerais, onde o ex-governador Romeu Zema (Novo) é cogitado como vice na chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula tem realizado reuniões semanais com ministros e encontros regulares com seu "QG" de pré-campanha, que inclui figuras como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli, Fillipi Jr., Gilberto Carvalho, Paulo Okamoto e Mônica Valente. Apesar dessas iniciativas, a percepção entre seus aliados é de que ainda falta uma reação mais contundente aos desafios apresentados nas pesquisas.