Uma ideia inovadora pode se converter em uma empresa lucrativa, gerando empregos e soluções tecnológicas, com o suporte de recursos públicos. A Selkis Biotech, localizada Em Mato Grosso do Sul, exemplifica como o incentivo a projetos acadêmicos pode transformar a pesquisa científica em uma iniciativa empresarial bem-sucedida.
A empresa, que foi uma das escolhidas pelo Programa Centelha 2 – MS, se dedica à produção de peptídeos sintéticos, utilizados em pesquisas biomédicas e no desenvolvimento de medicamentos e vacinas. O fundador, Ludovico Migliolo, ressalta que sua trajetória de pesquisa e publicações foi essencial para a criação da Selkis, que atende a uma demanda de mercado por profissionais qualificados.
Migliolo observou que muitos estudantes de mestrado e doutorado enfrentavam dificuldades para se inserir no mercado de trabalho após a formação. Essa percepção o levou a buscar maneiras de viabilizar a absorção desses talentos, o que culminou na participação no Programa Centelha.
Com o auxílio financeiro do programa, a Selkis estruturou suas operações e iniciou a fabricação de peptídeos sintéticos. O empreendedorismo acadêmico requer a combinação de rigor científico com uma visão estratégica de inovação, o que tem sido um diferencial para a empresa.
O Programa Centelha oferece até R$ 45,5 mil em Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com um investimento total de R$ 6,3 milhões para esta edição. A participação é aberta a inventores, pesquisadores, professores e empreendedores, além de startups com até 12 meses de operação.
As inscrições para a terceira edição acontecem de 27 de março a 11 de maio de 2026, através do Sigfundect, no site da Fundect. Nas edições anteriores, 79 startups foram selecionadas, recebendo mais de R$ 5,9 milhões em investimentos, com um total de 809 ideias submetidas. Para esta nova edição, a expectativa é atingir mil inscrições.