Em Juiz de Fora, Minas Gerais, a situação permanece crítica MAIS de cinquenta dias após as chuvas que ocorreram em 23 de fevereiro. A cidade enfrenta um cenário de emergência, com ruas fechadas, casas interditadas e moradores sem perspectiva de retorno. A liberação das áreas afetadas avança lentamente e as obras ainda não têm prazos definidos, conforme informado pela prefeitura.
A tragédia resultou em 65 mortes na cidade, parte de um contexto MAIS amplo na Zona da Mata, que contabilizou 72 vítimas. Enquanto a limpeza e o monitoramento progridem, a reconstrução da infraestrutura da cidade, que abriga cerca de 600 mil habitantes, ainda não foi iniciada em várias localidades. A remoção de resíduos, que soma cerca de 34 mil metros cúbicos, foi realizada em alguns bairros, mas a liberação para circulação continua restrita.
Na rua Ewbanck da Câmara, localizada no bairro Mariano Procópio, a encosta permanece coberta por lona, sem uma previsão clara para a realização de intervenções. Já na Curva da Miséria, no bairro Cerâmica, o processo de liberação das vias ocorre de maneira lenta e parcial, dependendo de novas vistorias técnicas.
Em Jardim Natal, onde deslizamentos e enchentes ocorreram, as equipes continuam a limpeza e a monitorar a condição do solo, com interdições sendo definidas individualmente. As imagens do local revelam um carro preso em um deslizamento, parecendo prestes a cair.
No bairro Bom Jardim, a moradora Juliana Silva relatou que muitos vizinhos ainda não conseguiram voltar para suas residências. A prefeitura informou que não há um prazo único para a liberação das áreas, sendo cada CASO analisado de forma técnica. Como resultado, muitos moradores permanecem fora de casa indefinidamente.
Apesar do término das chuvas, o risco de novos deslizamentos persiste, devido à infiltração de água nas encostas. Após cinquenta dias desde a tragédia, a cidade ainda não avançou para a fase de reconstrução em diversas áreas. A Prefeitura de Juiz de Fora não respondeu a solicitações de informações sobre o número de desabrigados e o avanço das obras até a última atualização desta reportagem.