Na sexta-feira (17), Paris será o local de um encontro promovido pela França e pelo Reino Unido, reunindo representantes de aproximadamente 40 países para discutir a navegação no Estreito de Ormuz. Este evento ocorre sem a participação dos Estados Unidos e do Irã e visa explorar uma possível missão internacional na área, considerando o recente fim do conflito na região.
A reunião busca enviar uma mensagem a Washington SOBRE a disposição dos aliados em participar de ações para assegurar a rota marítima, evitando, no entanto, a adesão ao bloqueio imposto pelos EUA, o que os países europeus consideram como uma entrada direta na GUERRA.
O Estreito de Ormuz é estratégico, uma vez que cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo são transportados por essa passagem. Desde que os ataques iniciaram em 28 de fevereiro, realizados por Estados Unidos e Israel, o Irã tem restringido a passagem de embarcações estrangeiras na área.
Na última segunda-feira (13), os EUA implementaram bloqueios à entrada e saída de navios em portos iranianos, com o presidente Donald Trump solicitando apoio de outras nações para essa ação e criticando aliados da Otan que não participaram. O plano inclui a proposta de uma missão militar multinacional para garantir a segurança da navegação no estreito, com uma atuação que seria “estritamente defensiva” e condicionada ao fim dos ataques.
Entre as ações previstas, estão a escolta de navios, a remoção de minas e o compartilhamento de informações entre os países. Um representante francês mencionou que os recursos para a missão dependerão das circunstâncias no momento da operação. Também foi destacado que a coordenação com Estados Unidos e Irã será necessária, mesmo que esses países não façam parte das discussões iniciais.
A reunião também abordará a situação de mais de 20 mil marinheiros e embarcações comerciais retidas na região, com o objetivo de reforçar a liberdade de navegação e o respeito ao direito internacional. A declaração final da reunião deve incluir uma oposição à cobrança de taxas no estreito e um convite para que outros países contribuam com apoio militar, político ou financeiro. Participam do encontro líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a premiê italiana, Giorgia Meloni, enquanto representantes de outras nações SE juntam por videoconferência. A China foi convidada, mas ainda não confirmou presença.