O Papa Leão expressou sua preocupação com a exploração de pessoas e recursos naturais por líderes autoritários durante um evento em Angola, nesta segunda-feira. Essa declaração reflete um novo estilo de discurso que o pontífice adotou em sua turnê de quatro países na África. Em uma missa realizada em Saurimo, próxima à fronteira com a República Democrática do Congo, ele destacou que a opressão e a violência são contrárias à mensagem central do cristianismo.
O papa, que representa a Igreja Católica e seus 1,4 bilhão de seguidores, afirmou que ‘toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo’. Esta declaração se insere em um contexto de críticas que o pontífice tem feito a líderes mundiais, sem mencionar nomes específicos, mas enfatizando a injustiça e a desigualdade que persistem em várias partes do mundo.
Na ocasião, ele também deixou claro que sua mensagem não era direcionada especificamente ao presidente Donald Trump, com quem tem tido uma relação tensa. A visita a Angola é parte de uma ambiciosa jornada de 10 dias que inclui paradas em 11 cidades e vilas, totalizando quase 18.000 km em 18 voos, e marca a terceira etapa dessa significativa viagem.
Além disso, no último sábado, o papa de 70 anos condenou a exploração de recursos naturais na África, mencionando ‘déspotas e tiranos’ que perpetuam essa prática. Em uma declaração anterior, ele havia afirmado que o mundo está sendo ‘devastado por um punhado de tiranos’, refletindo sua preocupação com a governança e a justiça social.
Durante sua turnê, o Papa Leão tem se mostrado mais vocal em suas críticas, abordando temas como guerra e desigualdade, que têm sido recorrentes em seus discursos. Ele enfatizou que seus pronunciamentos foram elaborados semanas antes de sua viagem e ressaltou que suas declarações não se restringem a um único líder, mas refletem uma preocupação mais ampla com a situação global.
Com essa viagem, o papa também busca ressaltar a importância da solidariedade e da justiça, temas centrais em sua liderança na Igreja Católica, que enfrenta desafios significativos em um mundo marcado por conflitos e desigualdades sociais.