GENEBRA, 21 Abr (Reuters) – Em 2025, aproximadamente 8.000 pessoas perderam a vida ou desapareceram ao tentar migrar, de acordo com dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM). As rotas marítimas para a Europa foram identificadas como as mais letais, com muitas das tragédias ocorrendo em ‘naufrágios invisíveis’, onde embarcações inteiras desaparecem sem deixar rastros.
A diretora do departamento humanitário da OIM, Maria Moita, destacou que esses números evidenciam um fracasso coletivo em prevenir tais tragédias. O total de 7.904 mortes e desaparecimentos representa uma redução em relação ao recorde de 9.197 registrado em 2024. No entanto, essa diminuição é atribuída, em parte, à falta de verificação de cerca de 1.500 casos, que não puderam ser confirmados devido a cortes nos recursos de ajuda.
Mais de 40% das mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas voltadas para a Europa. A OIM menciona que muitos desses incidentes estão relacionados aos chamados ‘naufrágios invisíveis’, onde embarcações desaparecem no mar sem que seus destroços sejam encontrados.
A rota migratória da África Ocidental em direção ao norte contabilizou 1.200 mortes. Além disso, a região da Ásia também registrou um número alarmante de óbitos, incluindo os casos de refugiados Rohingya que tentam escapar da violência em Mianmar e da precariedade nos superlotados campos de refugiados em Bangladesh.
Amy Pope, diretora-geral da OIM, observou que as rotas migratórias estão se alterando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças nas políticas. Entretanto, ela reforçou que os riscos enfrentados por migrantes continuam a ser extremamente altos. "Por trás desses números estão pessoas que se aventuram em jornadas perigosas e famílias que aguardam notícias que podem nunca chegar", afirmou Pope.