O USS Nimitz, porta-aviões nuclear da Marinha dos Estados Unidos, é um dos maiores navios de guerra do mundo e o mais antigo ainda em operação. Sua chegada ao Rio de Janeiro marca um momento significativo da Operação Southern Seas 2026, um exercício militar que contará com a participação de Forças Navais de dez países. Com capacidade para mais de 6 mil pessoas a bordo, a embarcação é não apenas uma máquina de guerra, mas também um ícone na cultura pop, tendo inspirado diversas produções cinematográficas.
Construído no estaleiro Newport News Shipbuilding, na Virgínia, o USS Nimitz é o primeiro de uma classe de superporta-aviões desenvolvida para expandir as capacidades operacionais da Marinha americana durante a Guerra Fria. Com peso aproximado de 100 mil toneladas e medindo mais de 330 metros de comprimento, o navio é alimentado por dois reatores nucleares, permitindo que opere por mais de 20 anos sem reabastecimento.
O porta-aviões é capaz de alcançar velocidades superiores a 30 nós, equivalentes a mais de 56 km/h, e pode transportar até 90 aeronaves, incluindo caças e helicópteros. A tripulação é composta por cerca de 3.500 pessoas, além de outros 2.400 que integram a ala aérea do navio. O Nimitz também é equipado com sistemas de defesa avançados, como lançadores de mísseis antiaéreos e metralhadoras do tipo “Gatling”, proporcionando uma ampla gama de capacidades para missões que vão desde bloqueios marítimos até apoio em operações terrestres.
A atual operação, Southern Seas 2026, representa o maior exercício naval dos Estados Unidos na região desde 2007. O evento contará com a participação de forças de países como Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Junto ao Nimitz, o destróier USS Gridley (DDG 101) acompanhará a missão, que visa reforçar a cooperação marítima entre as nações envolvidas.
Além das atividades de manobras militares, o exercício incluirá intercâmbios técnicos, onde especialistas e autoridades convidadas poderão observar de perto o funcionamento de uma das mais sofisticadas máquinas de guerra já construídas. O contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, destacou que a missão é um claro exemplo do comprometimento dos EUA em fortalecer parcerias marítimas e enfrentar ameaças comuns de forma colaborativa.
A presença do USS Nimitz em águas brasileiras também evoca um momento histórico, traçando paralelos com eventos que remontam à Segunda Guerra Mundial e à Guerra Fria. A operação não é apenas uma demonstração de força, mas também uma oportunidade para consolidar laços entre as nações participantes e promover a segurança regional.