Os Estados Unidos e o Irã estão programados para reiniciar as negociações de paz no Paquistão, porém de maneira indireta. Neste sábado, dia 25, os enviados americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, embarcaram para Islamabad, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou à capital paquistanesa na sexta-feira, dia 24.
Embora autoridades iranianas tivessem afirmado anteriormente que Araghchi planejava se encontrar com os representantes dos EUA, o porta-voz da chancelaria, Esmail Baqaei, negou a realização de qualquer encontro. Em sua declaração nas redes sociais, Baqaei destacou que “nenhum encontro está previsto entre representantes de Irã e EUA”.
A expectativa é que o Irã apresente uma proposta para atender às exigências dos EUA, conforme mencionado por Donald Trump. Durante uma entrevista, o presidente americano comentou que “eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver”. A comunicação das observações iranianas será feita ao Paquistão, que atuará como mediador nas conversações.
De acordo com informações de fontes ligadas ao regime iraniano, o encontro entre Araghchi e os enviados de Trump pode acontecer na próxima segunda-feira. Após sua passagem por Islamabad, o chanceler iraniano deve seguir para Muscat, em Omã, e depois para Moscou. Araghchi já se reuniu com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e outros altos funcionários do governo paquistanês.
Fontes do governo iraniano revelaram que Araghchi deve apresentar uma resposta formal à proposta dos EUA. A Casa Branca demonstrou otimismo em relação ao diálogo, com a secretária de imprensa de Trump, Karoline Leavitt, afirmando que “os iranianos querem negociar” e que os enviados americanos estão lá para ouvi-los. Ela também destacou a expectativa de progresso nas negociações.
Entretanto, a posição interna do governo dos EUA é de cautela. A ausência do vice-presidente J.D. Vance, que liderou a equipe americana na primeira rodada de negociações em abril, sugere que a missão de Kushner e Witkoff é mais exploratória. Além disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reiterou que o bloqueio naval dos EUA a navios e portos iranianos continuará até que um acordo seja alcançado, embora o Irã tenha condicionado a retomada das negociações à suspensão desse cerco.