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A crescente preocupação com a criminalidade em Campo Grande no século XIX

Santo Antonio de Campo Grande no início do século passado — Foto: Santo Antonio

Em 20 de maio de 1889, Joaquim Vieira de Almeida, que atuou como subdelegado entre maio e outubro daquele ano, expressou sua preocupação com a criminalidade crescente em Campo Grande. Em um ofício dirigido ao juiz de Rio Verde, em Goiás, Vieira alertou que as fronteiras eram locais onde criminosos costumavam se esconder, aumentando a incidência de delitos na região.

No documento, que faz parte dos registros da Subdelegacia de Polícia de Campo Grande, o subdelegado observou que a cidade, já bastante povoada, estava se tornando um refúgio para foragidos de províncias vizinhas. Ele enfatizou que muitos desses indivíduos eram habituais a praticar desacatos, o que gerava um clima de insegurança na localidade.

O subdelegado solicitou ao juiz municipal de Rio Verde que considerasse a expedição de precatórias para a captura desses criminosos, destacando a necessidade de uma ação coordenada entre as jurisdições para enfrentar o problema. Essa comunicação revela não apenas a preocupação com a segurança pública, mas também a precariedade das estruturas de controle e policiamento da época.

O contexto da criminalidade no final do século XIX em Mato Grosso reflete uma realidade complexa, onde a migração e o GARIMPO contribuíam para o aumento de conflitos e desordens sociais. A busca por recursos, como o GARIMPO, atraía pessoas de diversas regiões, muitas vezes sem o devido controle das autoridades.

Em um paralelo HISTÓRICO, o jornalista Sergio Cruz, em seu ROMANCE de 1937, também aborda a temática do GARIMPO em ROCHEDO, que se liga à história do Estado. A narrativa de Cruz segue a jornada de um repórter em busca de um garimpeiro que fugia com um diamante, refletindo as consequências sociais e econômicas que essas atividades geravam, culminando em eventos que se estenderiam até 1993.

A preocupação com a segurança em Campo Grande, expressa por Joaquim Vieira, é um indicativo das dificuldades enfrentadas pelas autoridades na gestão da criminalidade, algo que ainda ressoa nas discussões contemporâneas sobre segurança pública na região.

Com informações midiamax.com.br

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