O sono não é apenas um período de inatividade física ou mental, mas um evento que ocorre várias manifestações fisiológicas que garantem a manutenção da saúde. No entanto, a sociedade moderna impõe obstáculos ao sono de qualidade e produziu um verdadeiro exército de pessoas cronicamente privadas de descanso.
Um estudo recente revelou que o aumento das temperaturas noturnas está relacionado à piora na qualidade de sono. A pesquisa mostrou que elas produziram uma média estimada de 5% mais horas perdidas de sono em 2019-2023 do que em 1986-2005, atingindo um recorde de 6% mais horas de sono perdidas em 2023.
O uso diário de dispositivos eletrônicos com telas antes de dormir foi associado a uma média de 50 minutos a menos de sono por semana e a uma prevalência 33% maior de sono de má qualidade.
Fisiologicamente, a emissão dos fótons por esses aparelhos são capazes de gerar uma potente inibição na produção de melatonina, que é o hormônio que sinaliza ao nosso organismo que é hora de dormir, confundindo o relógio biológico e atrasando a chegada do sono.