Os perfis implicados na ação estão associados à extrema-direita e ao trumpismo, e o Partido Missão alega que a Polymarket foi responsável por contratar esses perfis para a divulgação das publicidades. A equipe de imprensa da Polymarket foi contatada para esclarecer sobre essa contratação, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.
Renan Santos e o Partido Missão argumentam que a veiculação de conteúdos publicitários benéficos à candidatura de Flávio Bolsonaro por meio de perfis estrangeiros representa um risco de interferência externa nas eleições brasileiras. Eles citam informações da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), que foram enviadas ao TSE, alertando sobre possíveis influências dos EUA no processo eleitoral.
A campanha reivindica que a publicação de conteúdos pagos por capital estrangeiro infringe a legislação eleitoral brasileira, especificamente o artigo 24, I, da Lei de Eleições. A ação pede que as publicações sejam removidas imediatamente e que o não cumprimento resulte em penalidades. Além disso, solicita que a plataforma X seja obrigada a bloquear o acesso a anúncios da Polymarket relacionados às eleições no Brasil, especialmente aqueles decorrentes de parcerias pagas.
No mérito da ação, Renan Santos e o Partido Missão buscam a exclusão definitiva das publicações questionadas, o bloqueio dos anúncios e a afirmação da ilegalidade da propaganda eleitoral paga por terceiros veiculada em perfis estrangeiros. Na impossibilidade de responsabilizar os usuários dos perfis americanos, a legenda pede que o X seja responsabilizado.
Os perfis mencionados na ação incluem links diretos para publicações específicas, que podem ser acessados para análise. No entanto, até o momento, não houve retorno da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o assunto.
O processo, registrado sob o número 0602215-80.2026.6.00.0000, avança no TSE e poderá trazer desdobramentos significativos para a campanha presidencial de 2026.
Com informações jota.info