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Advogados preparam pedidos de liberdade para presos na Operação Buraco sem Fim

Presos passaram por audiência de custódia e foram levados para presídio posterio

A defesa do ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, detido sob a acusação de fraudes em contratos relacionados ao tapa-buraco em 2018, está em processo de preparar um pedido de liberdade. O advogado Werther Sibut enfatizou que a prisão é uma medida "desarrazoada" e não condiz com a trajetória de Rudi, ressaltando a necessidade de demonstrar sua conduta ilibada. Além disso, ele apontou como grave a falta de acesso aos autos do inquérito, o que compromete o exercício da ampla defesa e pode resultar em prisões injustas.

Sibut declarou que "a liberdade será perseguida pelos meios adequados". Por outro lado, o advogado Fábio de Melo Ferraz, que defende os servidores Fernando de Souza Oliveira e Erik Antônio Valadão Ferreira, também anunciou a intenção de solicitar a liberdade de seus clientes, assim que tiver acesso ao processo. Ele mencionou a possibilidade de elaborar um pedido de revogação da prisão preventiva ou até mesmo um habeas corpus, uma vez que seus clientes negam qualquer envolvimento nas irregularidades.

Ferraz destacou a surpresa de seus clientes com a medida e sua falta de compreensão sobre as razões que levaram à sua inclusão na operação. "Com mais detalhes, eu só vou poder verificar após acesso ao processo", afirmou. Em outra frente, o advogado Cauê Dantas, que representa Edivaldo Aquino, criticou a situação, afirmando que a prisão não deve ser vista como uma pena, nem como um reconhecimento judicial de condutas ilícitas.

Dantas também frisou a dificuldade de acesso aos autos, que impede a plena defesa e o contraditório, dificultando qualquer análise técnica aprofundada. Ele acredita que a falta de fundamentos para a medida cautelar será evidente e, assim, a liberdade de Edivaldo será restabelecida.

A Operação Buraco sem Fim, deflagrada em 12 de maio de 2026, investiga fraudes na manutenção de vias públicas, envolvendo manipulação de medições e pagamentos indevidos. Os promotores descobriram que houve pagamentos que não correspondem aos serviços efetivamente realizados, permitindo o desvio de recursos públicos e resultando na deterioração da qualidade das vias urbanas.

Os dados levantados indicam que, entre 2018 e 2025, a empresa alvo da investigação acumulou contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02. Durante a execução das ordens judiciais, foram encontrados expressivos montantes em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. No endereço do ex-secretário Rudi Fiorese, foram localizados R$ 186 mil, enquanto em outro imóvel foram encontrados R$ 233 mil em espécie.

Com informações midiamax.com.br

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