Os aeroportos dos Estados Unidos poderão enfrentar novamente longas filas de segurança a partir de maio, conforme advertência do secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, sobre a falta de recursos para manter 50 mil funcionários da Administração de Segurança dos Transportes (TSA). Em declaração feita na terça-feira, 21, Mullin informou que a paralisação parcial do governo levará à escassez de verba para os pagamentos.
No final de março, o presidente Donald Trump havia solicitado ao Departamento de Segurança Interna (DHS) que utilizasse fundos emergenciais para quitar os salários de funcionários da TSA, que ficaram sem pagamento por aproximadamente seis semanas, resultando em interrupções significativas nos aeroportos. O secretário de Segurança Interna alertou que, se a situação não mudar, os recursos acabarão na primeira semana de maio, pois a folha de pagamento do DHS soma mais de US$ 1,6 bilhão a cada quinzena.
Mullin enfatizou que, após o próximo pagamento, não haverá mais fundo de emergência disponível, o que impossibilitará novos decretos do presidente para a utilização de recursos. Essa situação é um reflexo de problemas anteriores, uma vez que no ano passado, durante uma paralisação parcial, os funcionários da TSA também enfrentaram atrasos salariais.
Chris Sununu, presidente-executivo da Airlines for America, expressou a urgência de uma ação do Congresso para garantir o financiamento do DHS. Ele destacou que não é aceitável submeter os funcionários da TSA a essa situação pela terceira vez. Em março, uma crise de impasse no Congresso resultou em filas de segurança em alguns aeroportos que ultrapassaram quatro horas, as mais longas registradas nos quase 25 anos de existência da TSA. Desde então, mais de 500 funcionários da TSA solicitaram demissão.
Enquanto isso, o líder da maioria no Senado, John Thune, anunciou que os republicanos avançarão esta semana com um projeto orçamentário que visa aumentar o financiamento das agências do DHS para os próximos três anos. No entanto, os democratas estão pressionando por novas restrições em relação às operações do ICE e da Patrulha de Fronteira, que também estão sob a alçada do DHS, antes de autorizarem novos fundos. Eles argumentam que essas agências devem operar sob as mesmas diretrizes que as forças policiais dos Estados Unidos, incluindo a necessidade de mandados judiciais para ações em residências particulares.