A Emirates Global Aluminium (EGA), a maior produtora de alumínio do Oriente Médio, sofreu danos significativos em um ataque iraniano no último sábado. O incidente destaca os desafios para a economia global, uma vez que a guerra em curso na região interrompe setores vitais. Os Emirados Árabes Unidos são um importante fornecedor para os mercados globais, e a EGA opera sua maior planta metalúrgica em Abu Dhabi.
O ataque representa um golpe adicional para a indústria de commodities da região, com a produção de energia a fertilizantes sendo amplamente afetada pela interrupção das exportações através do Estreito de Ormuz. Além da paralisação do transporte marítimo, danos a instalações-chave podem prolongar o tempo necessário para que as operações retornem ao normal após o término do conflito.
Os preços do alumínio, que já estavam em alta, aumentaram ainda mais com o foco de traders e compradores na possibilidade de um mercado mais apertado e na redução dos estoques globais. O Oriente Médio representa cerca de 9% da oferta mundial de alumínio, e grande parte dessa produção está atualmente bloqueada no Estreito de Ormuz. A EGA está avaliando os danos em seu complexo de Al Taweelah e confirmou que vários funcionários ficaram feridos.
Os ataques fazem parte de uma série de ações do Irã contra países do Golfo, mesmo durante discussões sobre um possível cessar-fogo. A EGA é uma das principais empresas industriais não ligadas à energia nos Emirados Árabes Unidos e possui duas fundições, uma em Dubai e outra em Abu Dhabi. A empresa também está investindo consideravelmente nos Estados Unidos, onde planeja construir uma nova fundição em Oklahoma.