Na terça-feira (2), ataques realizados por drones israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de oito pessoas. Este incidente ocorreu um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que Israel e o Hezbollah teriam concordado em diminuir os conflitos na região.
O Hezbollah confirmou que seus combatentes lançaram mísseis antitanque contra forças israelenses que se aproximavam da vila de Hadatha, localizada a cerca de sete quilômetros da fronteira com Israel. O Exército de Israel informou que sirenes foram acionadas em várias áreas do norte de Israel, identificando um "alvo aéreo suspeito" na área onde suas tropas estão operando no sul do Líbano, embora não tenha registrado feridos.
Na segunda-feira, dia 1º, Israel havia ameaçado realizar ataques nos subúrbios ao sul de Beirute, gerando pânico na capital libanesa e levando milhares de pessoas a buscarem abrigo em áreas mais seguras. Em resposta, o Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel. Recentemente, as forças israelenses realizaram sua incursão mais profunda no Líbano em 26 anos, mas a cidade de Beirute não sofreu ataques significativos nas últimas seis semanas, exceto por duas ações direcionadas aos subúrbios ao sul em maio.
Após uma conversa com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e interações com mediadores do Hezbollah, Trump declarou que "não haverá tropas indo para Beirute", indicando uma tentativa de desescalar a situação.
Esses novos ataques acontecem em um momento em que uma segunda rodada de negociações entre Israel e Líbano está agendada para ocorrer em Washington, na terça e quarta-feira. Durante essas conversas, os negociadores libaneses devem buscar um cessar-fogo total para evitar futuros confrontos. As discussões, que tiveram início em abril, são as primeiras em mais de três décadas entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais.
Os combates representam um desafio significativo para o acordo em andamento que visa estender o cessar-fogo na guerra com o Irã, a qual teve início após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Reino Islâmico em 28 de fevereiro. O Irã deseja que qualquer acordo inclua um cessar-fogo completo no Líbano, enquanto o Hezbollah tem se oposto a conversas diretas, dependendo da pressão exercida pelo Irã.
Com informações midiamax.com.br