O endividamento das famílias em Campo Grande apresentou um leve aumento de 0,2% em junho de 2026, subindo de 72,3% em maio para 72,5% no mês seguinte. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O cartão de crédito continua a ser o principal responsável por essa situação, sendo apontado como motivo de endividamento por 62,5% dos entrevistados. Além disso, outros fatores que têm gerado dificuldades financeiras são cheques pré-datados, carnês de lojas, empréstimos pessoais, prestações de veículos e seguros.
Comparando com o mesmo período em 2025, o índice de endividamento em junho de 2026 é superior ao 66,1% registrado no ano anterior. De acordo com o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, as famílias na capital sul-mato-grossense continuam a depender do crédito para sustentar o consumo e equilibrar o orçamento familiar.
Embora a elevação no índice de endividamento tenha sido modesta, Wertheimer ressalta a importância da educação financeira e do planejamento das despesas para evitar que o problema se agrave, especialmente entre as famílias com menor renda, que enfrentam mais dificuldades em lidar com imprevistos financeiros.
O perfil das famílias endividadas revela que 74,5% das que recebem até 10 salários mínimos estão nessa situação, enquanto esse número é de 62,2% entre as famílias com rendimentos superiores. Ademais, 17,7% das famílias com renda inferior a 10 salários mínimos se consideram muito endividadas, em comparação com apenas 3,1% entre aquelas de maior renda.
Os dados também indicam que a inadimplência é mais pronunciada entre as famílias que ganham até 0 salários mínimos, o que demonstra a dificuldade desse grupo em honrar compromissos financeiros. A economista Regiane Dedé, do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, destaca que as despesas diárias estão além da capacidade financeira dessas famílias.
Com informações midiamax.com.br