O Pix, lançado em 2020, se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, movimentando mais de R$ 35 trilhões em 2025. Contudo, o aumento na popularidade também trouxe um crescimento nas fraudes, muitas vezes resultantes de engenharia social, onde criminosos se fazem passar por pessoas ou instituições confiáveis para enganar as vítimas.
Para enfrentar esse desafio, o Banco Central lançou o MED 2.0, uma versão aprimorada do Mecanismo Especial de Devolução. Com essa atualização, a ferramenta não se limita a bloquear apenas a conta inicial que recebe o dinheiro, mas também acompanha o caminho dos recursos, permitindo bloqueios em contas de passagem associadas aos golpes. Essa abordagem visa dificultar a pulverização dos valores, uma tática comum entre os fraudadores.
Outra inovação do MED 2.0 é a padronização do processo de contestação, que agora pode ser feito de forma mais simples através dos aplicativos dos bancos, eliminando a necessidade de ligações. Desde fevereiro, todas as instituições que operam com Pix devem implementar esse novo modelo, com um período de adaptação até maio.
A iniciativa busca unir todos os participantes do ecossistema financeiro regulado pelo Banco Central, incluindo bancos e fintechs, para proteger os usuários contra fraudes e reforçar a integridade do sistema de pagamentos instantâneos. O Itaú, por exemplo, já integra essa atualização a um plano de segurança que inclui monitoramento em tempo real e autenticações robustas, além de iniciativas como o Modo Protegido, que oferece maior segurança nas transações diárias.
Com informações jota.info