Jair Bolsonaro deve receber alta da equipe médica nesta sexta-feira (27) e retornar ao seu domicílio, após internação no hospital Star DF, em Brasília, desde o dia 13 de março devido a pneumonia. A decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes permite que o ex-presidente coordene a campanha do filho Flávio e de outros aliados em um momento crucial para as eleições, embora sob rígidas restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a celular.
Durante a pandemia, Bolsonaro criticou a ideia de ficar em casa, mas agora se encontra em situação inversa. Com a proximidade da data eleitoral, sua capacidade de influenciar os rumos da campanha aumenta. A vigilância é intensa, mas existem maneiras de contornar as restrições, como demonstrado em visitas anteriores de aliados.
Flávio, agora advogado do pai, poderá visitá-lo diariamente, o que facilitará a comunicação e a troca de informações. Além disso, a presença constante de sua esposa, Michelle, permitirá que Bolsonaro se mantenha atualizado sobre questões externas e tome decisões sobre aliados, o que pode impactar a política do PL e as eleições.
O retorno de Bolsonaro ao domicílio traz um novo peso à dinâmica política, ao mesmo tempo em que ele deve lidar com as tensões familiares que surgem em meio a sua nova situação. A influência que ele poderá exercer nas eleições tem potencial para ser significativa, considerando seu papel no apoio a candidatos e a gestão do partido.