O Botafogo sofreu mais uma punição da Fifa, sendo agora impedido de realizar transferências em consequência de uma dívida com o Junior Barranquilla, da Colômbia. Essa nova sanção foi imposta logo após a retirada de um transfer ban que afetava o clube devido a um débito com o Atlanta United, dos Estados Unidos, relacionado à compra de Thiago Almada. A situação se agrava com a existência de seis pendências registradas no sistema da entidade.
O débito em questão refere-se à contratação do atacante Jordan Barrera, que foi adquirido pela SAF do Botafogo em meados de 2025, por um valor aproximado de R$ 22 milhões. O jogador assinou um contrato que se estende até o final de 2029, mas agora sua transferência traz mais complicações para a equipe, que enfrenta uma crise financeira.
Em nota divulgada na última segunda-feira, dia 29, a diretoria do Botafogo comunicou que está em busca de soluções através do seu departamento jurídico para resolver os transfer bans que lhe foram aplicados pela Fifa. A situação é ainda mais complicada devido ao fato de que o clube se encontra em recuperação judicial, o que limita sua capacidade de saldar as dívidas, que devem ser quitadas na ordem estipulada pelo processo.
O presidente João Paulo Magalhães e o CEO Eduardo Iglesias estão liderando as negociações para resolver essas pendências. Atualmente, o Botafogo está em processo de revenda, o que se intensificou após a saída de John Textor, tendo firmado um contrato vinculante com a GDA Luma, do empresário Gabriel de Alba.
Além da dívida com o Junior Barranquilla, o Botafogo também enfrenta punições em relação a outras contratações, incluindo Rwan Cruz, Santiago Rodríguez, Artur e Lucas Villalba, além de multas administrativas impostas pela Fifa. A expectativa é que esses casos sejam resolvidos antes do início do calendário do futebol brasileiro, permitindo ao clube um retorno ao mercado de transferências sem restrições.
Com informações otempo.com.br