O Brasil se destaca como o maior exportador de jogadores de futebol do mundo, e os dados do Banco Central ilustram esse fenômeno. Em 2025, o país obteve receitas de US$ 553,7 milhões, equivalente a R$ 2,86 bilhões, com a venda de atletas para o exterior. Essa movimentação financeira foi acompanhada por gastos de US$ 234,7 milhões, ou R$ 1,2 bilhão, na aquisição de jogadores estrangeiros.
O resultado financeiro do ano passado apresentou um saldo positivo de US$ 319 milhões, que corresponde a R$ 1,65 bilhão. Esse montante representa cerca de 15% do valor gerado pela venda de carne de porco para o exterior, refletindo a importância do futebol na economia brasileira, de acordo com informações do Banco Central.
Esse desempenho positivo se assemelha ao que foi registrado em 2018, quando o saldo também foi de US$ 319,8 milhões, ou R$ 1,65 bilhão na cotação atual. No entanto, em 2018, as receitas totais atingiram US$ 383,7 milhões, cerca de R$ 1,98 bilhão, enquanto as despesas somaram apenas US$ 63,9 milhões, um total de R$ 330 milhões.
As operações de venda e compra de atletas são registradas pelo Banco Central na balança de pagamentos através de contratos de câmbio, que permitem a conversão de moedas estrangeiras em reais. Os passes dos jogadores estão categorizados como "ativos não financeiros não produzidos", que incluem também licenças de marca, direitos de exploração de recursos naturais e criptoativos.
Além disso, as receitas e despesas contabilizadas abrangem negociações de atletas de diversas modalidades, destacando a relevância do setor para a economia nacional. O Brasil, com sua tradição no futebol, continua a ser um pilar fundamental nesse mercado global, contribuindo significativamente para a geração de divisas e o fortalecimento da imagem do país no exterior.