"Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU", afirmou o presidente.
Os Estados Unidos ameaçam taxar 21% do total das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, o que representa um impacto significativo para a economia do Brasil. O governo brasileiro e as empresas afetadas poderão apresentar suas considerações sobre o relatório do USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão implementar medidas corretivas.
Lula criticou a decisão dos Estados Unidos, considerando-a insensata, especialmente em vista das negociações que estavam em andamento. O presidente recordou que, em maio, ele e Donald Trump haviam acordado um prazo de 30 dias para chegar a um entendimento sobre questões comerciais. Lula destacou que, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos em relação ao Brasil alcançou US$ 415 bilhões.
"Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles", concluiu Lula.