A trajetória da levantadora Bruninha é um exemplo de superação e resiliência no mundo do esporte. Após ser suspensa por doping em fevereiro de 2022, a atleta enfrentou um período desafiador de três anos longe das quadras. No entanto, com coragem e determinação, conseguiu transformar esse momento difícil em aprendizado e crescimento pessoal.
Aos 31 anos, Bruninha voltou a se destacar, sendo convocada para a seleção brasileira e reafirmando seu compromisso com a carreira. Em entrevista, ela expressou sua alegria com a convocação, que definiu como a realização de um sonho de infância. A jogadora do Londrina, que agora está 100% reintegrada ao esporte, enfatizou a importância da dedicação nos treinos, tanto físicos quanto técnicos.
"Desde o primeiro dia, me dediquei muito fisicamente, tecnicamente e taticamente. Estudei nas folgas, fiz treinos extras e mentalizei isso", afirmou Bruninha, que também investiu na parte mental para lidar com os desafios. Ela reconheceu que o corte inicial foi um "banho de água fria", mas respeitou a decisão e prometeu voltar ainda mais forte.
A levantadora destacou que o diferencial entre um atleta comum e um fora de série é a capacidade de controlar a mente para alcançar o auge da performance. "O detalhe entre o atleta médio e o fora de série é a capacidade de controlar sua mente para se apresentar no ápice da performance", disse. Essa mentalidade a ajudou a se reposicionar após a suspensão e a lutar por uma vaga na seleção.
Ao refletir sobre sua volta ao vôlei, Bruninha se mostrou ciente da carência da posição de levantadora e estabeleceu metas claras desde o retorno aos treinos. Ela se dedicou intensamente e colocou em prática um plano de ação para se destacar na equipe, demonstrando que a força de vontade e o foco são essenciais para a superação de obstáculos.
Bruninha agora vive um novo capítulo em sua carreira, servindo como inspiração para muitos atletas que enfrentam desafios semelhantes. Com a determinação em alta e o sonho de brilhar em quadra, ela se prepara para escrever uma nova história no esporte, provando que, após a tempestade, há sempre a possibilidade de um arco-íris.
Com informações otempo.com.br