A cabotagem é essencial para o abastecimento da Região Norte do Brasil, pois reduz custos logísticos e conecta a produção local aos mercados nacionais. Em janeiro de 2023, o transporte entre portos brasileiros na região movimentou 1,85 milhão de toneladas, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo mês de 2022, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Esse crescimento reflete a demanda por soluções logísticas eficientes e a regularidade das operações. O transporte aquaviário se destaca onde a infraestrutura terrestre é limitada, garantindo o fluxo de cargas e o abastecimento em localidades dependentes da navegação. O Amazonas liderou a movimentação, com 1,29 milhão de toneladas, seguido pelo Pará, com 552,3 mil toneladas.
As cargas dos estados amazônicos são distribuídas principalmente para os portos das regiões Nordeste e Sudeste, que atuam como polos de consumo e redistribuição. A cabotagem, portanto, se torna um eixo fundamental para o escoamento da produção em larga escala, assegurando o abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos industriais.
Os contêineres foram responsáveis por 576,9 mil toneladas, e a bauxita, com 875,1 mil toneladas, foi o principal produto individual transportado. Outros destaques incluem granéis líquidos, como 293,7 mil toneladas de petróleo e derivados, e cargas essenciais como cimento e gás de petróleo. O aprimoramento do ambiente regulatório, impulsionado por iniciativas como o programa BR do Mar, contribui para a expansão e eficiência do modal.