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Caiado propõe estabilização da dívida pública em até três anos

Caiado_CNI_Gabriel-Pinheiro

Roberto Brant, que coordena o programa de governo de Ronaldo Caiado, afirmou que o plano do ex-governador de Goiás tem como objetivo estabilizar a dívida pública em um intervalo de dois a três anos. Para alcançar essa meta, a estratégia inclui a contenção de novas despesas e uma análise detalhada dos incentivos tributários existentes.

Atualmente, a dívida pública do Brasil representa 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e está projetada para continuar crescendo nos próximos anos. Mesmo com a previsão de superávits primários, a estabilização da dívida pode ser comprometida pelos altos juros, que elevam o custo de rolagem das obrigações.

Brant indicou que uma reforma fiscal robusta é essencial para garantir um resultado primário mais positivo e, simultaneamente, impactar os juros. Ele destacou que a elevada taxa de juros reais no Brasil é influenciada pela incerteza em relação à política fiscal e à capacidade do país em gerenciar sua dívida a longo prazo.

O ex-ministro da previdência também se manifestou contra a desvinculação dos pisos de saúde e educação, assim como a desindexação de benefícios previdenciários e sociais do salário mínimo, medidas frequentemente defendidas por economistas. Brant enfatizou que a abordagem do governo de Caiado será focada em outras áreas, sem criar novas despesas ou garantias para operações de crédito.

A nova agenda econômica proposta será sustentada por uma relação pacificada entre o Poder Executivo e o Congresso, além de um compromisso claro com a responsabilidade fiscal. Parte desse compromisso inclui a garantia de que Caiado não buscará reeleição caso assuma o cargo no Palácio do Planalto, evitando, assim, o uso dos recursos públicos para fins eleitorais, práticas que foram criticadas em gestões anteriores, como as de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Brant também mencionou que será necessário construir um consenso político para viabilizar as mudanças desejadas, reforçando a ideia de que o governo deve atuar com responsabilidade em relação às contas públicas e evitar a formalização de um arcabouço fiscal que não atenda efetivamente às exigências financeiras do país.

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