A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, na noite de quarta-feira (3), uma resolução que visa limitar a ação militar do país contra o Irã. A votação ocorreu com um placar de 215 votos a favor e 208 contra, com a adesão de quatro republicanos ao lado dos democratas, em um momento em que o presidente Donald Trump expressou que o Congresso tenta restringir sua atuação em meio a negociações para encerrar o conflito.
A resolução ainda precisa ser apreciada pelo Senado, onde sua efetividade é questionável, uma vez que Trump deve vetar qualquer iniciativa que limite sua autoridade como comandante em chefe das Forças Armadas. Mesmo assim, a votação sinaliza um aumento do desconforto entre os membros do Congresso em relação ao conflito que se intensificou nos últimos três meses.
Em uma publicação na Truth Social na manhã seguinte à votação, Trump descreveu a aprovação como "sem sentido" e criticou os quatro republicanos que apoiaram a medida, alegando que eles agiram em um momento crítico de negociações para encerrar a guerra com o Irã. O presidente também acusou os democratas de serem impulsionados pela "Síndrome de Perturbação por Trump" e insinuou que os republicanos dissidentes estavam apenas buscando visibilidade.
O contexto da votação ocorre em meio a um aumento das críticas à estratégia da Casa Branca no Oriente Médio. Trump, que havia prometido durante sua campanha uma diminuição do envolvimento dos EUA em conflitos externos, viu a guerra com o Irã trazer a região de volta ao foco da política externa americana.
Desde o início da participação dos EUA em ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, as tensões têm impactado os mercados de energia, com Teerã conseguindo interromper parcialmente a navegação no Estreito de Ormuz. O presidente da Câmara, Mike Johnson, declarou que Trump está colaborando com aliados para reestabelecer a passagem marítima e retomar o fluxo comercial, mesmo com um cessar-fogo anunciado em abril que ainda não resultou em um acordo duradouro.
Durante uma audiência na Câmara, o secretário de Estado, Marco Rubio, expressou sua oposição à resolução, advertindo que sua aprovação poderia dar aos iranianos a impressão de que o governo americano estaria incapacitado, o que poderia diminuir os incentivos para um acordo diplomático.
Com informações midiamax.com.br