Neste domingo (29), ocorreu a 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado em São Paulo. A concentração começou às 16h em frente ao antigo prédio do DOI-Codi/SP, um histórico centro de repressão durante a ditadura militar brasileira. O cortejo seguiu em direção ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera, acompanhado por policiais militares que circulavam entre os manifestantes.
Organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política, a manifestação contou com a presença de familiares de vítimas e de movimentos de direitos humanos. Com o lema “aprender com o passado para construir o futuro”, os participantes relembraram os crimes da ditadura e denunciaram a continuidade da violência de estado ao longo dos anos, mesmo após a redemocratização.
Lorrane Rodrigues, coordenadora do Instituto Vladimir Herzog, ressaltou a importância de se discutir os impactos da ditadura no presente e a necessidade de fortalecer a democracia. Ela enfatizou que a caminhada busca estabelecer uma conexão entre passado e presente, propondo uma reflexão sobre a construção de um futuro mais igualitário.
Rogério Sotilli, diretor executivo do instituto, destacou que a Caminhada do Silêncio é uma resposta ao autoritarismo e ao apagamento da memória histórica. Ele apontou que a ditadura deixou um legado de impunidade, refletindo na violência de estado que persiste atualmente, e expressou o desejo de revitalizar o sentimento que deu origem a essa manifestação ao longo das edições realizadas.