O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, destacou a importância de tornar visível o trabalho realizado pelas equipes de Atenção Primária. Durante evento realizado no auditório da UFMS, Vilela enfatizou a necessidade de transparência nas ações desenvolvidas e apresentou dados que evidenciam uma evolução substancial nos serviços de saúde do município.
Os indicadores apresentados no dia 20 de abril revelaram que, no primeiro quadrimestre de 2026, houve uma queda significativa no número de equipes classificadas como regulares, que passou de 61 para 28. Em contrapartida, 69 equipes alcançaram a classificação ótima, enquanto 55 foram avaliadas como boas. Essas informações foram obtidas a partir dos registros no PEC/e-SUS, que são utilizados para a análise de boas práticas pelo Ministério da Saúde.
O evento reuniu profissionais e gestores da saúde para discutir os resultados e compartilhar experiências, além de traçar estratégias voltadas à melhoria dos serviços nas comunidades. Ana Paula Resende, superintendente da Rede de Atenção Primária à Saúde da Sesau, ressaltou que, das 227 equipes de saúde da família avaliadas, 218 estão em nível bom, com a meta de que 100% delas sejam classificadas como boas ou ótimas até o final do ano.
Ana Paula também apresentou três áreas prioritárias para os esforços da Atenção Primária: gestação, desenvolvimento infantil e prevenção oncológica. O evento, que teve como tema “Territórios que Ensinam, Serviços que Transformam: inovação e aprendizagem na Atenção Primária à Saúde”, promoveu uma aproximação entre gestão, assistência e ensino, com ênfase na análise de indicadores e na construção colaborativa de planos de ação.
Durante as atividades, também foram realizados laboratórios de território, onde os participantes puderam realizar uma autoanálise das cartas de serviços das unidades e utilizar uma matriz de inteligência colaborativa. Essa abordagem visa identificar quais práticas devem ser mantidas, recuperadas, criadas ou retomadas.
As unidades de saúde agora têm compromissos estabelecidos, com prazos e indicadores definidos para acompanhar a execução das propostas. O cronograma inclui mentoria em setembro, avaliação intermediária em outubro, monitoramento em novembro e a avaliação final dos resultados em dezembro.