Os programas de residência vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) ganham destaque no Mapa de Vagas do Exame Nacional de Residência (ENARE) para os anos de 2026 e 2027. As quatro residências oferecidas pela prefeitura estão entre as principais opções em suas áreas, ocupando o primeiro lugar no estado de Mato Grosso do Sul.
No total, estão disponíveis 93 vagas, distribuídas entre os programas de Medicina de Família e Comunidade, que conta com 35 vagas e uma reserva militar; Saúde da Família, com 45; Psiquiatria, que oferece 4 vagas; e Saúde Mental, com 9. No Centro-Oeste, os programas de Medicina de Família e Comunidade e Saúde da Família também se destacam, liderando em número de vagas, enquanto os programas de Psiquiatria e Saúde Mental compartilham a primeira colocação com outras instituições.
A relevância do desempenho de Campo Grande é notável também em nível nacional. A Residência Multiprofissional em Saúde da Família ocupa a 2ª posição entre 87 ofertas; Medicina de Família e Comunidade está em 3º lugar entre 124; Saúde Mental aparece em 11º entre 52; e Psiquiatria ocupa a 17ª posição entre 61 programas equivalentes.
Uma das novidades para Campo Grande é a ampliação da Residência Médica em Psiquiatria, que passou de duas para quatro vagas anuais. Essa mudança visa aumentar a formação de novos especialistas e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contribuindo para a melhoria da assistência em Saúde Mental para a população local.
O lançamento oficial da Escola de Saúde Pública Municipal “Eugênio Oliveira Martins de Barros”, realizado em 8 de outubro, também ressalta a importância da formação profissional na área da saúde. Vinculada à Sesau, a Escola tem como foco a educação permanente, promovendo a integração entre ensino e prática, além de aproximar a formação dos desafios enfrentados na rede municipal.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o resultado das residências reflete a necessidade de investir na formação dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destaca que a residência é uma formação prática, que ocorre dentro do serviço, permitindo que os profissionais se familiarizem com a realidade do SUS e contribuam para a transformação da assistência.