A Prefeitura de Campo Grande formalizou, na última quarta-feira (10), sua adesão ao Programa Estadual MS Sem Racismo, uma ação que busca promover a igualdade racial no município. Com essa iniciativa, Campo Grande passa a fazer parte da política estadual de combate ao racismo, comprometendo-se a desenvolver um Plano Municipal de Metas Antirracistas. Esse plano tem como objetivo fortalecer as ações de inclusão e garantir os direitos da população negra e de outros grupos étnicos.
O ato que oficializou essa parceria contou com a presença da prefeita Adriane Lopes, da secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, da superintendente de Política de Direitos Humanos, Priscila Justi, e do subsecretário estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Deus da Silva. A colaboração tem como foco ampliar as ações já realizadas pela Prefeitura por meio do Programa Campo Grande Sem Racismo e reforçar a integração entre os níveis estadual e municipal na construção de Políticas Públicas permanentes para combater a discriminação.
A prefeita Adriane Lopes destacou a importância da posição de Campo Grande como referência para outros municípios. "Como Capital do estado, o posicionamento de Campo Grande reflete diretamente no interior. Aderir ao programa MS Sem Racismo é consolidar o respeito que nossa gestão tem pelas pautas de diversidade e Direitos Humanos. Sabemos que o preconceito, infelizmente, ainda é uma realidade para muitos, e por isso nos dedicamos a essa pauta, servindo de exemplo para que outros municípios também avancem no combate à discriminação", afirmou.
Deividson Deus da Silva, subsecretário estadual, enfatizou a relevância da adesão da Capital ao programa. "A participação de Campo Grande é fundamental, pois ela serve de referência para os demais municípios do Estado. Quando mostramos que Campo Grande aderiu, os outros se movimentam. Mas precisamos ir além, pois o combate ao racismo e a Promoção da Igualdade Racial não são responsabilidades exclusivas da população negra, mas de toda a sociedade", disse.
A superintendente de Política de Direitos Humanos, Priscila Justi, informou que o planejamento do programa será estruturado em diversos eixos, incluindo educação, formação e qualificação da rede de atendimento, equidade, inclusão e garantia de direitos, além de monitoramento e comunicação estratégica. O acompanhamento das metas será feito pela Superintendência de Política de Direitos Humanos, através do Núcleo de Promoção da Identidade Racial.
Justi também explicou que o trabalho será desenvolvido em parceria com outras instituições e órgãos da administração municipal. "Com a adesão, a gestão reafirma seu compromisso com os Direitos Humanos e o combate a todas as formas de discriminação, consolidando a estrutura das Políticas Públicas locais e abrindo caminho para novas oportunidades de formação e desenvolvimento social inclusivo na cidade", concluiu Camilla Nascimento.