A página foi restabelecida no mesmo dia, sem qualquer explicação adicional da Meta. A remoção, no entanto, intensificou a discussão em torno da reportagem, preocupando os personagens citados, como Daniel Vorcaro, André Valadão, Fabiano Zettel, Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Viviane Barci de Moraes. A empresa de Mark Zuckerberg não apresentou justificativas claras para a ação, limitando-se a afirmar que o vídeo violava as regras da plataforma, sem especificar quais eram essas regras ou se a remoção foi resultado de um pedido dos mencionados.
Esse cenário levanta questões sobre a liberdade de expressão em plataformas privadas, onde interesses e alinhamentos políticos podem influenciar decisões. Um dia antes da remoção, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro, determinando que o presidente Lula retirasse do ar um vídeo publicado em 3 de setembro, no qual ele fala sobre o escândalo do Banco Master. Nesse vídeo, Lula afirma que "o escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil", mencionando que milhões de pessoas foram afetadas e que o banqueiro líder do esquema tem conexões com figuras influentes.
Lula ainda destaca que, durante o seu governo, o banqueiro foi preso e seu banco encerrado, além de levantar a suspeita de envolvimento de políticos e agentes públicos no caso. A situação se torna ainda mais complicada ao se considerar a posição de Kassio Nunes Marques, que é apontado como suspeito de receber benefícios do dono do Banco Master, o que levanta dúvidas sobre a imparcialidade da Justiça Eleitoral em um momento tão delicado para o país.
Essas situações evidenciam as fragilidades da democracia, especialmente quando a condução da Justiça Eleitoral está nas mãos de indivíduos com vínculos diretos a escândalos que podem impactar o resultado das eleições.