João Vitor Pereira Ribeiro, de 22 anos, e Ronaldo da Silva Santos, de 25, foram condenados pelo assassinato de Emílio de Souza em um julgamento realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, na quarta-feira (17). O crime, segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2025, no bairro Vila Margarida, onde a vítima foi asfixiada e teve o corpo queimado e enterrado no quintal de sua residência, localizada na Rua Focho Yamaki.
O corpo de Emílio foi descoberto três dias após o crime, em 11 de fevereiro. A acusação sustenta que João Vitor, junto com Maurício de Castro Velasquez e um adolescente de 16 anos à época, teria asfixiado a vítima até a morte. Em seguida, os três supostamente atearam fogo ao corpo e o enterraram em uma cova que foi cavada por Ronaldo. O motivo do crime estaria relacionado a desavenças pessoais entre João Vitor e Emílio, que já havia sido agredido dias antes do assassinato.
Além do homicídio, João Vitor, Maurício e Gabriel Morinigo Coutinho, que também foi pronunciado, enfrentam acusações de posse de cocaína. Enquanto Maurício e Gabriel recorreram da pronúncia e ainda não foram julgados, o julgamento de João Vitor e Ronaldo foi concluído nesta quarta-feira.
Na sentença proferida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, João Vitor foi condenado a 14 anos, 7 meses e 16 dias de reclusão pelo homicídio qualificado, além de 5 anos e 500 dias-multa por tráfico de drogas. Se somadas, as penas totalizam 19 anos e 7 meses de reclusão, com o regime de cumprimento sendo fechado.
Ronaldo, por sua vez, foi sentenciado a um ano e 10 meses de reclusão, além de 10 dias-multa. Contudo, ele já havia cumprido pena entre 11 de fevereiro de 2025 e 10 de abril de 2026, o que levou o juiz a aplicar a detração, declarando a pena como cumprida.
Com informações midiamax.com.br