O conflito no Irã chegou ao 25º dia com informações contraditórias sobre as negociações para encerrar as hostilidades. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as conversas continuam e que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares. Entretanto, fontes indicam que o Irã endureceu sua postura, exigindo grandes concessões dos EUA e prometendo lutar “até a vitória”. Autoridades iranianas negaram que estejam negociando com os americanos.
Os ataques na região continuam, com o Irã direcionando ofensivas contra Israel, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita. O Pentágono deve enviar três mil paraquedistas ao Oriente Médio. Israel intensificou bombardeios em Beirute, e o ministro da Defesa israelense declarou que o país pretende ocupar o sul do Líbano. O Paquistão se ofereceu para facilitar negociações e entregou ao Irã uma proposta dos EUA com 15 pontos para encerrar o conflito.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos avaliam entrar oficialmente na guerra, enquanto o Catar informou que não está mediando conversas entre EUA e Irã. O presidente da Alemanha criticou Trump, afirmando que o conflito viola o direito internacional. A disputa de narrativas se estende ao Estreito de Ormuz, onde o Irã começou a cobrar um “pedágio” de navios comerciais, reforçando sua influência sobre o corredor marítimo.
O Irã comunicou à Organização Marítima Internacional que embarcações “não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que coordenem a navegação com as autoridades iranianas. A situação continua tensa, com os desdobramentos do conflito impactando diretamente as relações internacionais.