Os ataques israelenses no sul do Líbano e no Vale do Bekaa persistiram, conforme relatos de fontes locais à mídia iraniana e informações das Forças de Defesa de Israel (IDF). Isso ocorre mesmo após a entrada em vigor de um novo cessar-fogo de três semanas nesta segunda-feira, dia 27, entre Israel e o grupo Hezbollah.
A IDF divulgou um comunicado informando que iniciou ofensivas contra infraestruturas do Hezbollah, atacando áreas no Vale do Bekaa e em localidades adicionais no sul do Líbano. Agências de notícias regionais e canais associados ao Irã e aos Houthis relataram o uso de drones e artilharia em diversos pontos do sul libanês.
A agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), mencionou um ataque de drone israelense na cidade de Al-Mansouri. Além disso, fontes no Líbano relataram que um drone lançou uma bomba em um veículo estacionado em Al-Samaaiyah, houve uma explosão em Al-Taybeh e um tanque Merkava, principal modelo da IDF, disparou projéteis nas proximidades de Bint Jbeil.
A ISNA, outra agência iraniana, reforçou que o cessar-fogo começou a valer hoje, mas trouxe à tona as “violações do acordo por parte do regime sionista” no sul do Líbano. Essa trégua foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações em Washington, e representa uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo inicial de 10 dias, que expiraria nesta segunda-feira. O Hezbollah não participou das discussões mediadas pelos EUA e já manifestou que não se considera obrigado a cumprir os termos acordados.
Desde o início do conflito, ao menos 2.509 pessoas perderam a vida no Líbano, enquanto 23 faleceram em Israel, conforme os dados mais recentes. O conflito também resultou na morte de 15 soldados israelenses em território libanês, 13 militares americanos na região e seis integrantes da missão de paz da ONU no sul do Líbano. No Irã, o número de mortos soma ao menos 3.375. Esses dados foram compilados pela Associated Press.