Durante uma ação para apurar um suposto caso de negligência envolvendo uma criança de nove anos, dois conselheiros tutelares enfrentaram uma situação crítica na Vila Cassiana Marcelo, em Amambai, distante 351 km de Campo Grande. O episódio aconteceu na última terça-feira (8), mas as informações foram divulgadas apenas nesta segunda-feira (14).
Ao chegarem ao local, os conselheiros foram surpreendidos pela mãe da criança, que possui deficiência auditiva e verbal. Armada com uma faca, ela fez gestos obscenos e partiu em direção à equipe. "Ela já abriu a porta com a faca na mão e correu atrás de nós", relatou o conselheiro Jhonatan.
Diante da ameaça, a Polícia Militar foi chamada para conter a situação. Os policiais perceberam que a mulher apresentava um estado de alteração e a levaram à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Enquanto isso, a criança ficou sob a responsabilidade do Conselho Tutelar.
A criança passou por uma escuta especializada, onde foi verificado que, de fato, ela não estava frequentando a escola. Contudo, não foram identificados outros indícios de maus-tratos. "Foi constatado que a criança estava fora da escola. Ela passou por uma escuta, mas não houve relatos de situações mais graves", explicou Jhonatan.
Esse incidente levanta preocupações sobre a segurança dos conselheiros tutelares, que enfrentam situações de risco em seu trabalho diário. O caso foi registrado como ameaça, resistência e desobediência à decisão judicial relacionada à perda ou suspensão de direitos.
Jhonatan enfatizou a necessidade de discutir a regulamentação das funções que envolvem periculosidade. "Hoje, pela norma regulamentadora, não nos enquadramos. É algo que deveria ser debatido pelos órgãos competentes, uma vez que lidamos com riscos diários de violência física. Essa questão precisa ser revista", concluiu.
Com informações midiamax.com.br