A CPI do Crime Organizado ouviu que o fortalecimento do controle nos presídios e o aprimoramento da inteligência penal são caminhos centrais para conter a atuação de facções criminosas no país. O secretário nacional de Políticas Penais defendeu a ampliação de mecanismos de isolamento de lideranças e maior integração entre União e estados para reduzir a influência do crime organizado a partir do sistema prisional.
O Brasil enfrenta um cenário de superlotação e expansão do encarceramento, com cerca de 945 mil pessoas presas e déficit estimado em 200 mil vagas. As organizações criminosas têm origem majoritária nos presídios e o controle efetivo dessas estruturas depende de protocolos rigorosos e qualificação das polícias penais.
O secretário nacional também apresentou ações em curso, como a ampliação do uso de tecnologia e operações para retirada de celulares dos presídios.
Relator da CPI, o senador Alessandro Vieira questionou a efetividade das políticas de isolamento de lideranças criminosas, apontando que, apesar delas, o comando das facções permanece ativo.