A falta de consenso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o formato das eleições para governador do Rio de Janeiro pode trazer consequências importantes para as eleições de 2026.
A Justiça Eleitoral, sob o comando de Nunes Marques e André Mendonça, não vai se curvar a interferências dos colegas e se posicionaram de antemano contra o avanço da ideia de usar o STF como instância revisora de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os ministros do STF não estão dispostos a embarcar em teses jurídicas que fortaleçam grupos políticos que não lhes convêm. A tese de que as eleições diretas no Rio de Janeiro devem ajudar o grupo de Eduardo Paes (PSD) e afastar o Partido Liberal (PL) do comando do estado é rejeitada por alguns ministros.
A permanência de Flávio Bolsonaro em campanha do deputado estadual Douglas Ruas (PL) é dada como certa. O grupo político de Eduardo Paes defendia a eleição direta desde já, por avaliar que teria maiores chances.
Ricardo Couto, governador em exercício, é uma figura central em todo esse xadrez. Segundo integrantes do Judiciário e do meio político, ele também tem seus próprios planos: é candidato à vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A falta de consenso no STF amplia a indefinição em um estado-chave para as candidaturas presidenciais.
Com informações jota.info