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Custo da Guerra no Irã para os EUA atinge US$ 25 bilhões, revela Pentágono

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O Pentágono divulgou sua primeira estimativa pública sobre os custos da Guerra no Irã, apontando um total de US$ 25 bilhões, o que equivale a mais de R$ 125 bilhões. Essa informação foi apresentada durante uma audiência em que o Secretário de Defesa Pete Hegseth e o General Dan Caine foram questionados sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

A audiência ocorre em um contexto tenso, em que as negociações de paz com o Irã estão estagnadas. O Banco Central dos EUA, por sua vez, manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, refletindo a incerteza econômica gerada pela guerra e a inflação elevada.

Durante o evento, o secretário Hegseth enfrentou críticas da oposição democrata sobre a falta de clareza em relação aos objetivos da guerra. Ele respondeu a questionamentos de membros da Comissão de Serviços Armados da Câmara, afirmando que as críticas feitas por alguns no Congresso, tanto democratas quanto republicanos, constituem um dos maiores desafios para as Forças Armadas americanas.

O debate também incluiu o pedido orçamentário do Pentágono, que solicita US$ 1,45 trilhão, representando um aumento de aproximadamente 40% em relação ao orçamento anterior. Hegseth defendeu que esse investimento é crucial para colocar a base industrial do Pentágono em “estado de guerra”.

Em uma reunião com representantes da indústria petrolífera, o presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de manter o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, caso seja necessário. Durante um jantar de Estado na Casa Branca, Trump afirmou ao rei Charles III que o Irã havia sido “derrotado militarmente”, uma declaração que foi rapidamente contestada. Amir Akraminia, porta-voz das Forças Armadas iranianas, afirmou que a República Islâmica não considera a guerra encerrada e expressou desconfiança em relação aos EUA.

Recentemente, Teerã apresentou uma proposta de negociação mediada pelo Paquistão, que estabelece condições inegociáveis, incluindo questões relacionadas ao seu programa nuclear e ao controle do Estreito de Ormuz. A proposta exige que Teerã reduza sua influência sobre o canal marítimo e pede a suspensão do bloqueio aos seus portos enquanto as negociações avançam.

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