O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), respondeu a declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), que ameaçou rotulá-lo como "inimigo dos trabalhadores" caso não pautasse a PEC 221/2019. Essa proposta visa extinguir a escala 6×1. Alcolumbre enfatizou que não aceitará esse tipo de ameaça e que a definição da pauta é uma prerrogativa constitucional da presidência do Senado.
Em sua manifestação, Davi Alcolumbre destacou que a tentativa de intimidação não será mais tolerada. Ele também mencionou que, na semana anterior, conversou com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e com o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre a tramitação da PEC. O presidente do Senado ressaltou que ameaças e constrangimentos não aceleram o processo legislativo, mas sim afrontam a independência dos Poderes.
Pedro Uczai, por sua vez, havia afirmado que Alcolumbre seria considerado um "inimigo dos trabalhadores" se não encaminhasse a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. O deputado do PT declarou que, nesta semana, haveria uma "trégua" para que o presidente do Senado tomasse a ação necessária, mas fez um alerta de que, se não houver movimentação até a próxima semana, a situação mudaria.
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara em maio, mas ainda não foi despachada para análise no Senado, o que gerou a pressão de Uczai sobre Alcolumbre. O clima tenso entre os parlamentares reflete a dificuldade em avançar com pautas consideradas importantes para setores trabalhistas, especialmente em um contexto de intensas disputas políticas.
A resposta de Davi Alcolumbre indica sua disposição em manter a autonomia da presidência do Senado, mesmo diante de pressões externas. A situação levanta questionamentos sobre a relação entre os Poderes e a forma como as matérias são conduzidas no Legislativo, especialmente em tempos de polarização política.
Com informações jota.info