O combate ao feminicídio no Brasil requer enfrentar o ódio contra as mulheres, educar homens e meninos e superar a ausência do Estado em várias regiões. Essa avaliação foi feita por especialistas e autoridades durante uma sessão de debates no Senado, onde participaram representantes dos Três Poderes e da sociedade civil.
A senadora Teresa Leitão enfatizou a relevância do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e a necessidade de integração entre os órgãos públicos. Ela mencionou a importância de aprovar um projeto que obriga plataformas digitais a combater o discurso de ódio e a monetização de conteúdos misóginos.
A senadora Augusta Brito, procuradora da Mulher no Senado, destacou que o avanço no combate ao feminicídio depende da criminalização da misoginia. O projeto de lei que propõe essa criminalização aguarda votação no Plenário do Senado.
O senador Paulo Paim, que presidiu a sessão, sublinhou a gravidade do problema da violência de gênero no Brasil, apresentando dados alarmantes sobre a violência doméstica. A ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, também ressaltou a urgência de respostas estruturais para enfrentar o feminicídio no país.