O Pentágono anunciou que não exigirá mais que os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos tomem a vacina contra a gripe. A declaração foi feita pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em um vídeo divulgado nesta terça-feira, 21.
Hegseth afirmou que a decisão visa eliminar "obrigatoriedades absurdas e exageradas" que, segundo ele, comprometem as capacidades de combate das Forças Armadas. Ele argumentou que a ideia de tornar a vacina contra a gripe obrigatória para todos os militares, em qualquer circunstância, é "excessivamente ampla e não é racional".
A mudança ocorre em um contexto em que o governo do ex-presidente Donald Trump tem se esforçado para reduzir as recomendações federais de vacinas, incluindo a imunização de crianças. Em 2023, os militares também revogaram a exigência de vacinação contra a Covid-19, que havia sido imposta pelo ex-presidente Joe Biden em 2021, gerando controvérsias e resultando na dispensa de milhares de membros do serviço que se recusaram a se vacinar.
Atualmente, existem aproximadamente 1,3 milhão de militares em serviço ativo, além de mais de 750 mil integrantes da Guarda Nacional e da Reserva. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a vacinação contra a gripe para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade.
Hegseth reiterou que, embora a vacina não seja mais obrigatória, aqueles que desejarem se vacinar ainda poderão fazê-lo, enfatizando que não haverá imposição nesse sentido.