A defesa de Jair Bolsonaro informou que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação realizada por seu filho, Eduardo Bolsonaro. Essa afirmação foi uma resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre o suposto acesso ao vídeo durante a prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar humanitária por um período de 90 dias. Ele recebeu alta do Hospital DF Star após tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada durante sua estadia na unidade prisional da Papudinha.
Durante a prisão domiciliar, o ex-presidente está proibido de usar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa. O pedido de explicações do STF ocorreu após Eduardo Bolsonaro afirmar que enviaria ao pai uma gravação de sua participação em um evento nos Estados Unidos.
Os advogados de defesa alegaram que Bolsonaro não teve envolvimento no episódio, que foi realizado por um “terceiro”. Eles também afirmaram que não houve qualquer comunicação do ex-presidente com terceiros durante o cumprimento da prisão domiciliar e que não existem evidências de comunicação proibida.