A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, por importunação sexual contra Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. O processo está sob sigilo de justiça e é relatado por André Mendonça. Advogados de Almeida aguardam notificação oficial para se manifestar sobre a acusação.
Em 2024, Almeida já havia negado acusações feitas pela ONG Me Too por assédio sexual, situação que levou à sua exoneração pelo presidente Lula. Silvio Almeida ocupou a função desde janeiro de 2023, até ser afastado devido à crise gerada pelas denúncias. A Polícia Federal o indiciou em novembro do ano passado, a partir de relatos de várias mulheres.
A ministra Anielle Franco prestou depoimento sobre o caso em 2024. Após a manifestação da defesa de Silvio Almeida, o STF decidirá se arquiva o caso ou se há elementos suficientes para prosseguir com ação penal. A denúncia foi protocolada em 4 de março e assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet.
Silvio Almeida refuta as acusações, classificando-as como “mentiras e falsidades” e questionando a materialidade das denúncias. Ele criticou o uso de denúncias anônimas e insinuou que haveria motivações políticas por trás das alegações feitas contra ele. Almeida também contestou sua relação com Anielle Franco, afirmando ter convivido pouco com a ministra.