RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Denúncia de tortura contra crianças em creche é aceita pela Justiça no RS

b3vovdohy87wu225fpqucg7dh

A Justiça acolheu a denúncia apresentada contra duas mulheres acusadas de torturar 34 crianças, com idades entre 1 e 6 anos, em uma creche. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Alvorada, que é especializada em crimes contra crianças e adolescentes, recebeu a denúncia na segunda-feira (06). As denunciadas, gestora e professora da instituição, estão envolvidas em práticas de sofrimento físico e mental como punições e castigos. O juiz Roberto Palopoli decidiu manter a prisão da gestora, cuja defesa apresentou respostas às acusações na quarta-feira (08). Já a manifestação da defesa da professora ainda está pendente.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul, os crimes teriam ocorrido entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período em que as mulheres teriam agido de forma sistemática com agressões físicas e psicológicas. Isso incluía gritos, humilhações e confinamento em sala escura, afetando as crianças sob sua responsabilidade. Além disso, as acusadas também são suspeitas de administrar medicamentos sedativos para que as crianças dormissem, o que agrava ainda mais a situação relatada.

A promotora de Justiça Karen Mallmann destacou que o local apresentava más condições de higiene e negligência em relação à alimentação dos alunos. A denúncia ainda menciona que a gestora teria ameaçado a mãe de uma das crianças, afirmando que “não sabia com quem estava mexendo”.

No dia 03 de março deste ano, a Brigada Militar, em operação nas cidades de Canoas e Alvorada, prendeu preventivamente a gestora e a professora. A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). No dia 30, o MP-RS havia formalizado a denúncia, que apontava que as crianças estavam sendo submetidas a agressões físicas e psicológicas, além de negligência, há pelo menos um ano na instituição.

A denúncia do MPRS classifica os atos como tortura qualificada, destacando o descumprimento do dever de ofício e a vulnerabilidade das vítimas. Os relatos de agressão incluem gritos, humilhações, apelidos pejorativos e confinamento, além da falta de cuidados adequados em relação à alimentação e à higiene dos utensílios utilizados no dia a dia das crianças.

Veja também

Três superpetroleiros saíram do Golfo pelo Estreito de Ormuz, marcando o início das negociações de paz entre Estados...
Um homem foi preso em flagrante na madrugada deste sábado (11) após tentar furtar grades de ferro da...
A ANP registra a primeira diminuição no preço do diesel comum, que passou a custar R$ 7,43. A...